"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." (Carl G. Jung)
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Simbolização Espiritual
O Símbolo se encontra na ausência do real (sensorial) do objeto.
Deus: Nunca ninguém viu, ouviu, tocou ou cheirou, apenas podemos senti-lo pela fé, pela emoção e também pela simbolização.
Diante dessa ausência sensorial de Deus, criamos em nós a capacidade de simbolizá-lo em nossa mente e em nosso coração, assim podemos senti-lo no mais profundo da alma e acima de tudo experimentá-lo em nossa vida. Este é o mais belo e enriquecedor processo de espiritualização do "eu".
As pessoas sem fé ficam presas apenas no real sensório, ou seja, acreditam somente naquilo que podem ver e tocar, no geral, são pessoas que não desenvolveram de forma sadia a sua capacidade de simbolização.
Quem tiver ouvidos, ouça!
(Evandro Rodrigo)
sábado, 19 de abril de 2014
Resistência...
“Aquilo a que você resiste, persiste.”
(Carl Gustav Jung).
Aquele que insiste em semear o ódio, regando as mágoas e cultivando-as sempre no coração, persistirá sempre em uma amarga e solitária colheita em que o único fruto que será capaz de produzir é o da destruição.
(Evandro Rodrigo)
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Refletindo sobre o Tempo
O Tempo.
O que vem a ser o tempo?
O tempo passa, o tempo voa
O tempo cura, o tempo dói.
O tempo chora e sorri, desgasta e corrói.
O tempo destrói o que o próprio tempo constrói.
Contemplo o tempo num tempo onde não tenho tempo.
Será que o meu tempo é o teu tempo?
E teu tempo é o meu tempo?
Nosso tempo é Deus?
Tempo é momento?
É passado, presente e futuro?
Não sei definir o tempo.
Só sei que é tempo de dar tempo ao meu tempo
E fazer do meu tempo um impulso para
um novo tempo.
(Evandro Rodrigo, Refletindo sobre o tempo...)
O que vem a ser o tempo?
O tempo passa, o tempo voa
O tempo cura, o tempo dói.
O tempo chora e sorri, desgasta e corrói.
O tempo destrói o que o próprio tempo constrói.
Contemplo o tempo num tempo onde não tenho tempo.
Será que o meu tempo é o teu tempo?
E teu tempo é o meu tempo?
Nosso tempo é Deus?
Tempo é momento?
É passado, presente e futuro?
Não sei definir o tempo.
Só sei que é tempo de dar tempo ao meu tempo
E fazer do meu tempo um impulso para
(Evandro Rodrigo, Refletindo sobre o tempo...)
terça-feira, 1 de abril de 2014
Luto e Melancolia
LUTO
O
Processo do Luto caracteriza-se no período posterior a perda de algo ou alguém
de predominante importância, no qual o sujeito está intimamente e
emocionalmente ligado.
Nesse
período, o sujeito se recolhe temporariamente em direção ao próprio eu (ego) no
sentido de buscar a cicatrização da ferida que a presente dor lhe proporcionou.
Esse
processo deve ser conduzido com naturalidade, pois faz parte do curso vital.
O
luto é um período de recolhimento, reflexão e principalmente acolhimento.
Quando a perda que ocorreu no mundo externo foi acolhida pelo mundo interno, o
sujeito inicia seu processo de expansão retornando ao mundo externo após esse
período de recolhimento.
O
sujeito admite a perda daquilo que amava e deve ter consciência plena dessa
perda, e então devido ao sucesso e a maturidade atingida nesse período, ele se
volta novamente para o mundo externo de maneira segura e saudável.
O
Processo do Luto é um período gradativo, ou seja, deve ser trabalhado e
refletido aos poucos, sem bruscas interrupções. Este período deve ser
vivenciado de forma intensa e encarado com profundo respeito.
MELANCOLIA
No
estado da Melancolia o processo ocorre inicialmente de maneira semelhante ao
luto, porém com diferenças cruciais e decisivas.
Na
melancolia, também deve ter ocorrido a perda, o sujeito também se recolhe no
mundo interno, no entanto, o ego se torna enfraquecido, ocasionando o
sentimento de que lhe fora arrancado um pedaço considerável.
O
melancólico apresenta seu ego como algo completamente enfraquecido.
No luto, é o mundo que se torna pobre
e vazio; na melancolia, é o próprio ego. (FREUD, 1917)
![]() |
| Sigmund Freud (1856-1939) |
Na
melancolia, o sujeito se coloca em um estado semelhante a morte, juntamente com
o objeto perdido.
Quando
o sujeito se depara com a perda, o ego carrega em si próprio o peso dessa
falta, ele não consegue reconhecer a perda e diante dessa incapacidade,
torna-se difícil a cicatrização da ferida e o sujeito se encontra submergido a
uma prisão melancólica.
Um desanimo profundamente penoso, a
cessação da capacidade de amar, a inibição de toda e qualquer atividade e uma
diminuição de sentimentos de auto estima, a ponto de encontrar expressão em
auto envilecimento, culminando numa tentativa delirante de punição (FREUD,
1917)
quinta-feira, 13 de março de 2014
A "Boa Memória"
Fomos instruídos sob aquela máxima de que ter uma "boa memória" significa guardar tudo o que nos é imposto, desde os mais variados teoremas da Matemática, os grandes fatos marcantes da História, as Leis da Física, as nomenclaturas dos elementos químicos e por aí vai...
Mas na verdade, "Boa Memória" é aquela que nos torna capazes de "Esquecer" tudo aquilo que não faz nenhum sentido.
O verdadeiro conteúdo aprendido é aquilo que fica depois que o "esquecimento" faz o seu trabalho.
(Evandro Rodrigo, inspirado no texto "A memória e o escorredor de Macarrão" de Rubem Alves)
Mas na verdade, "Boa Memória" é aquela que nos torna capazes de "Esquecer" tudo aquilo que não faz nenhum sentido.
O verdadeiro conteúdo aprendido é aquilo que fica depois que o "esquecimento" faz o seu trabalho.
(Evandro Rodrigo, inspirado no texto "A memória e o escorredor de Macarrão" de Rubem Alves)
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