quinta-feira, 28 de julho de 2016

DINÂMICA DA INTERAÇÃO CLÍNICA



ASPECTOS CONSCIENTES E INCONSCIENTES

A Dinâmica da Interação Clínica entre Psicólogo – Paciente, vai se desenvolvendo durante o Processo Psicodiagnóstico. Essas duas pessoas iniciam uma relação e passam a interagir em dois planos: Atitudes e Motivações. Ambos são compostos por aspectos Conscientes e Inconscientes.
Segundo Cunha (2000), este processo consiste na identificação de forças e fraquezas na psique. Essa identificação é atribuída a dois modelos:
·                    Modelo Categórico: qualitativo;
·                    Modelo dimensional: quantitativo.

Através da coleta de dados, o Psicoterapeuta inicia o seu julgamento clínico e nesta etapa do processo é preciso estar bem atento às questões fundamentais trazidas pelo próprio paciente.


O contato com o paciente é muito importante. Para Carvalho (1955), a expressão contato, se origina da raiz “contactum”, que significa exercitar o tato. Dessa forma, é importante ressaltar que o Processo Psicodiagnóstico nos remete ao ato de tatear pelos meios da angústia, da desconfiança e do sofrimento que o paciente carrega através dessa busca pela ajuda. Tatear é lidar com as mais variadas resistências ao processo, sentimentos e situações desconhecidas.

Carl Gustav Jung

Segundo Carl Gustav Jung (1875-1961), a marcação de uma consulta é a formalização de um processo já iniciado, precedido de uma angústia intensa e ambivalência. Nesta etapa, o paciente já admite a existência de um grau elevado de perturbação e de intensa dificuldade de elaboração que justificam a necessidade de buscar um auxílio terapêutico.




Zimermann (1992) nos aponta que, as Motivações Inconscientes se encontram nos níveis mais profundos da psique. Essas motivações consistem no motivo real da consulta, que na maioria das vezes, é desconhecida pelo paciente e por todas as pessoas que estão ao seu redor. Cabe ao Psicoterapeuta perceber, escutar, aproximar e observar como o paciente trata a si mesmo e a sua angústia. É preciso observar todos os movimentos, pois estes podem ser importantes indicadores de aspectos Inconscientes.


No Campo das motivações, se encontram o terapeuta e o paciente com seus aspectos Inconscientes, assumindo papéis de acordo com os sentimentos primitivos e as fantasias que carrega em sua mente.

No plano Inconsciente, têm-se os seguintes fenômenos:
  •        Transferência
  •    Contratransferência.




A Transferência é um processo pelo qual o sujeito inconsciente e impropriamente, desloca para o Psicólogo, aqueles modelos de comportamentos e as reações emocionais que se originaram com as figuras significantes de sua infância. Na Transferência, o paciente transfere para o terapeuta figuras como o pai, mãe, irmão, marido, etc.
A resistência do paciente também se caracteriza numa forma de Transferência. Neste caso, o paciente compete, ou tenta obter provas da aceitação do terapeuta, buscando através da manipulação. Muitos atribuem ao psicólogo uma espécie de grande poder, devido a isso lançam o desafio de resolver magicamente os seus problemas.
É preciso diferenciar a Transferência da “Aliança Terapêutica”, que consiste na relação do Ego catalisador com o componente saudável, observador e racional do Ego do Paciente.
Para Jung, é desejável para o tratamento que essa aliança, seja de tal forma fortalecida que o paciente possa depositar sua fé e confiança no terapeuta – um processo, que infelizmente é reconhecido de maneira errada como um modo de manter “transferência positiva”.


Na Contratransferência cabe ao Psicólogo a administração de todos os dados transferenciais. É um processo que requer muito cuidado, pois a Contratransferência consiste num fenômeno terapêutico que ocorre na projeção de aspectos psíquicos do terapeuta para o paciente. Neste fenômeno, o psicólogo pode ficar dependente do afeto do paciente, deixando-se envolver por elogios, presentes e propostas de ajuda, correndo o risco de ser tentado a prolongar o vínculo além do que realmente é necessário.
Torna-se fundamental que o Profissional em Psicologia esteja alerta à Contratransferência e compreendê-la como um processo dentro da normalidade, buscando dar conta de seus próprios sentimentos.
Por essa razão, é muito importante que o Terapeuta também esteja em processo de Análise. É fundamental a compreensão de si mesmo para que assim, possamos compreender o outro. Através da análise do próprio eu, do conhecimento das próprias incapacidades, limitações, paixões e sofrimentos psíquicos, é possível, pela própria experiência, alimentar a capacidade de ajudar o outro.



Encontre seu caminho, busque sempre pelo equilíbrio.
Faça terapia!

(Evandro Rodrigo Tropéia)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CUNHA, Jurema Alcides – Psicodiagnóstico V – 2000


HANS DIECKMAN, Berlim (Revista de Psicologia Analítica – Vol III, nº 1 – Março 1972) – trad. Denise Mathias e João Bezinelli

quarta-feira, 27 de julho de 2016

DEPENDÊNCIA QUÍMICA NA INFÂNCIA E NA ADOLESCENCIA




IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Conforme pesquisas realizadas em 2005, a problemática do consumo de drogas no país vem crescendo. Sendo já conhecido que entre as drogas, o álcool é a de maior uso entre os brasileiros. Segundo Duarte e Formigoni (2011, p. 52), os dados de um “levantamento apontaram que 12,3% das pessoas com idades entre 12 e 65 anos eram dependentes do álcool”. Os estudos também demonstram o consumo de drogas em faixas etárias cada vez mais precoces.
A cada ano que passa, pesquisas apontam o crescimento considerável da demanda de crianças e adolescentes que se envolvem no universo das drogas, se tornam dependentes químicos e buscam por auxílio, acompanhamento e intervenção psicológica.
A mais nova problemática da Dependência Química na infância e na adolescência causa um impacto espantoso nas relações sociais e familiares do usuário, ocasionando conflitos dolorosos em um ambiente familiar, portanto para que haja uma possível recuperação, a família é parte fundamental. Podemos afirmar que a família é o fator motivador mais importante para que um dependente químico possa buscar sua recuperação, mesmo quando se quer desistir, ela é um ponto de equilíbrio e sustentação, é uma partida para um convívio social saudável.


Segundo as análises dos dados, o apoio da família é fundamental para o processo de recuperação. A busca solitária pela recuperação segundo a bibliografia analisada pode recorrer em muitas recaídas, fracassos e por fim a desistência da recuperação.
Através de todo conteúdo proposto em sala de aula, podemos afirmar que, no contexto da Dependência Química, a família acaba se envolvendo nesse processo a princípio prazeroso e posteriormente doloroso na vida de um dependente. Esse envolvimento poderá ocorrer através de vários pontos, porém neste trabalho destacaremos dois vértices fundamentais que retratam esse envolvimento familiar.

Primeiro Vértice
O primeiro vértice é a negligência do ambiente familiar perante o indivíduo, tornando-se um fator motivador para que a criança ou adolescente busque em ambientes externos algo que possa suprir esse vazio causado pelo descaso em seu ambiente que deveria ter sido acolhedor.



Segundo Vértice



No segundo vértice, temos a curiosidade, o que ocorre também com muita freqüência na vida da criança e do adolescente, através da busca por algo novo, que saia da rotina, que seja prazeroso.






CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM FAMILIARES COM TOXICODEPENDÊNCIA

Segundo Wagner, quando os pais são modelos de toxicodependência e assume uma vida sobre a base de uma visão insensata e incorreta de sua própria consciência, seus filhos já nasce com uma pré-disposição para o uso de toxicodependência, seus filhos sofrem este impacto e aumenta a probabilidade de transferência, através das suas atitudes e preceitos dos pais, tendo uma grande probabilidade de seus filhos apresentarem o mesmo problema dos pais.


Com as recaídas dos pais ou familiares próximos à criança, geram momentos de instabilidade na vida familiar, prejudicando o crescimento dos filhos. Uma das manifestações do impacto da toxicodependência dos pais que afetam as crianças, estes tem a relação com as alterações do comportamento dos mesmos. Verifica-se uma maior manifestação nas crianças para um comportamento de internalização, que estão relacionados com manifestações de isolamento, ansiedade e depressão; e comportamento de externalização, que são comportamento de oposição e incumprimento de regras, assim como de comportamento agressivo. Também apresentam dificuldades ao nível do desempenho cognitivo, podendo estar associadas às perturbações de comportamento, e podem ser identificados alguns distúrbios comportamentais, juntamente com sintomas de ansiedade e depressão, assim podendo leva-los a uma dificuldade de aprendizagem, alterações de comportamento, de humor ou queixas psicossomáticas.
Nos filhos adolescentes ocorre uma maior probabilidade para o consumo de diversas substâncias toxicodependentes, pelo fato de os mesmos estarem ligados a uma instabilidade familiar. Assim as manifestações e alterações dos comportamentos, entre os adolescentes, filhos de toxicodependentes, mostram que o sexo masculino apresenta uma tendência maior para o comportamento agressivo, impulsividade e atitude anti-social, enquanto para o sexo feminino, apresenta uma menos propensão para os mesmos comportamentos.
Os pais e outros membros da família ou figuras presente do convívio das crianças, estas são essenciais na midiatização que as mesmas faz dos estímulos, das condutas, de seus objetivos de vida e dos seus valores, ou seja, a criança aprende por imitação ou por interiorizar as atitudes, valores e formas culturais de afeto e pensamento que observa nos adultos que estão a sua volta. Por isso é muito importante que as experiências que as crianças tenham no meio familiar sejam positivas para poder assim ajuda-los na compreensão da linguagem, pensamento e na cognição, favorecendo o desenvolvimento da sua autorregulação e nos níveis cognitivo, emocional e social.

FATORES DE RISCO E PROBLEMAS CAUSADOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES



Os fatores de riscos propícios para o uso de drogas, sendo estes: fator psicológico, onde apresenta traço de personalidade ansiosa, baixo autoconceito emocional, familiar e outros transtornos; fator biopsicossocial, através da companhia de pessoa que utiliza algum tipo de droga, que apresenta baixo rendimento escolar, atitude permissiva diante de situações de riscos entre outros. Também estes fatores podem estar relacionados com o indivíduo, pela sua idade, pelo estado geral do organismo, a escassa tolerância à frustração, a baixa autoestima, a não aceitação de normas, a elevada necessidade de aprovação social e falta de autonomia na ação e em situações críticas vitais; e o relacionamento com o contexto que está inserido, este pode estar relacionado o núcleo familiar, escolar e os relacionados com o grupo de pares.
            Estes fatores podem trazer problema para a vida da criança como; atitudes favoráveis ao desvio do uso de substâncias; brigas na família; estilo permissivo ou autoritário; relações afetivas arruinadas; conflito familiar; relação com grupos que fazem o consumo de substâncias; fracasso e abandono escolar; dificuldades escolares; faltas, boletins abaixo da média e atitudes agressivas.

FATORES DE PROTEÇÃO QUE PODEM SER UTILIZADAS

Os fatores de proteção, estas são modificações que contribuem para modular, prevenir ou limitar o uso de qualquer substância psicoativa, moderando os efeitos da exposição aos riscos, e que podem estar presentes nas pessoas ou no ambiente. E podem ser identificados nas seguintes áreas; familiar, com atitudes de apego afetivo, normas claras, estabilidade e a coesão e uma família estruturada; na área social, com participação em atividades religiosas, o apoio social, os modelos não consumistas, as atividades grupais positivas e o escasso dos grupos de consumo de drogas; área escolar, uma relação de afeto e apego à escola e aos professores e a comunicação pais-escola.


Os pais tem um papel importante na criação de seus filhos, pois eles serão o modelo a ser seguidos, e devem seguir algumas atitudes básicas, onde devem passar um sentimento de segurança, devem aparentar calmas e ser tolerantes, deve ser firmes e consistentes, de forma a evitar, na criança, a confusão e o aparecimento de atitudes contraditórias, não forçar a mesma para além das suas capacidades e limites, deve mostrar apreciação e interesse em relação às coisas que os seus filhos desejam fazer, mesmo que pelos padrões deles, elas não sejam interessantes e mesmo que as crianças tenham dificuldades ou problemas, elas deverão sempre ser tratadas, de forma saudáveis.

Evandro Rodrigo Tropéia


 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

DUARTE, Paulina do Carmo Arruda Vieira; FORMIGONI, Maria Lúcia Oliveira de Souza. Fé na prevenção: prevenção ao uso de drogas em instituições religiosas e movimentos afins. Brasília: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, 2011.

MARTINS, T; MUCHATA, T. Impacto da toxicodependência na parentalidade e saúde mental dos filhos - Uma revisão bibliográfica. 

Wagner. Pais dependentes filhos dependentes. Meu Artigo. Drogas.

Factores de risco e de protecção das toxicodependências em crianças e jovens adolescentes: contributos para a sua compreensão. Publicado em: www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/MUD/article/viewFile/1934/1943

















quinta-feira, 14 de julho de 2016

BELEZA NA VIDA E A CRIATIVIDADE


Quero iniciar este artigo, deixando algumas perguntas reflexivas, para que o leitor possa expandir seu pensamento, pois este é o objetivo desse blog, criado com muito carinho. Vamos Refletir sobre o Ser!

Como está a sua vida hoje?
A vida tem sido bela pra você?
Você está feliz hoje? Enxerga a felicidade?  


Nise da Silveira

Há beleza na vida, há beleza em tudo. Vocês veem?... Há beleza na alegria, e mesmo na saudade, na tristeza, no sofrimento e até na partida, há beleza. A vida é uma beleza.”
(Nise da Silveira).




É preciso parar um pouco diante da correria da vida para podermos observar o essencial, que muitas vezes, deixamos de perceber, pois são tantos os problemas, tantas preocupações, dores, angústias e decepções.
O nosso olhar para o mundo se limita e perdemos a visão que nos dá a capacidade de enxergar aquilo que está além das nossas forças.
A criatividade é filha do caos. As dificuldades nos impulsiona a ativarmos nossa mente criativa para podermos superá-las!


Nise da Silveira (1905-1999) nos ensina que a criatividade é o catalisador por excelência das aproximações de opostos. Por seu intermédio, sensações, emoções, pensamentos são levados a reconhecer-se, a associar-se.


O Ato de inventar algo nos concede o privilégio de participar ativamente do plano de Criação e nos faz cunhar e compreender o belo. Esse processo nos impulsiona a enxergarmos possibilidades onde nunca poderíamos imaginar. Nise da Silveira sempre acreditou, batalhou durante toda a sua vida por isso, muitas vezes sendo ridicularizada e desvalorizada. No entanto, ela não desanima e nos ensina que para navegar contra a corrente são necessárias condições raras:
·         Espírito de aventura,
·         Coragem,
·         Perseverança
·          Paixão.

Todo mundo deve inventar alguma coisa, a criatividade reúne em si várias funções psicológicas importantes para a reestruturação da psique. O que cura, fundamentalmente é o estímulo à criatividade. Ela é indestrutível. A criatividade está em toda parte.”

(Nise da Silveira)





Desperte a criatividade em você! Crie, invente e perceba a beleza que está a sua volta. Acredite em você e na sua capacidade de Ser! É preciso olhar na direção do seu interior e expandir tudo aquilo que está preso. Este é um processo doloroso, porém não há possibilidade de cura sem passarmos pela estrada do conhecimento, pela busca do equilíbrio e pela transformação.



Quem olha para fora sonha; quem olha para dentro desperta.
(Jung)







Este é o tempo de recomeçar, fortalecer e transformar.

(Evandro Rodrigo)




quarta-feira, 6 de julho de 2016

LIMITES E HORIZONTES ENTRE FRACASSO E SUCESSO


Quais os fundamentos, os limites e os horizontes que existem na ponte que liga o Fracasso ao Sucesso?
Primeiramente é importante ressaltar a definição dessas duas palavras na Língua Portuguesa:
·         Fracasso: O termo Fracasso é um substantivo masculino que nos remete a um estrondo de coisa que se parte e cai. É um produto do mau êxito, considera-se uma ruína.
·         Sucesso: A palavra Sucesso vem do latim successu. É um substantivo masculino que nos direciona a um acontecimento; ocorrência; um resultado feliz produzido por um grande êxito.
Muitas pessoas atribuem os seus fracassos à falta de oportunidade na vida. Algumas delas afirmam: “Eu estou destinado ao fracasso, pois nunca me dão oportunidade!”


Este é um dos truques mais astutos da ‘oportunidade’. Ela tem o hábito de sempre penetrar naquelas brechas onde nunca poderíamos imaginar. A oportunidade sempre surge de maneira disfarçada, muitas vezes por caminhos dolorosos, tomando a forma de uma derrota temporária.
A derrota temporária é a principal causadora do fracasso! Posso afirmar a você com toda a convicção que o fracasso carrega em si um intenso prazer em derrotar uma pessoa, principalmente quando se está quase alcançando a vitória.



Imagine se Sigmund Freud desistisse de investir todo o seu potencial naquilo que ele sempre lutou e acreditou, por causa da opinião dos outros e das barreiras que colocavam diante de sua Teoria? Não existiria a Psicanálise! Talvez nem a Psicologia!




Não podemos desanimar diante das derrotas temporárias.
 Somente pela perseverança e pela consciência do sucesso é possível alcançar o objetivo desejado. Este é o grande segredo: o Desejo!
O sucesso sempre chega àqueles que têm a consciência dele. O caminho se faz quando se deseja caminhar.


Outro grande exemplo de bloqueio ao sucesso é o elogio. É preciso tomar muito cuidado com as falsas sensações que um elogio pode nos provocar. Quando somos elogiados, temos a tendência de acreditar que já chegamos ao nosso ponto máximo, devido a isso, estacionamos e deixamos de buscar o crescimento e evoluir.




“Podemos nos defender de um ataque, mas somos impotentes diante de um elogio.”
(Sigmund Freud)





É preciso estar atento durante o caminho, por isso se torna cada vez mais importante conhecer-se a si mesmo, para poder superar os obstáculos e enxergar novas possibilidades e oportunidades.
Segundo o escritor norte-americano, influente na área de realização pessoal, Napoleon Hill (1883-1970), se o que você quiser fazer está certo e você acredita nisso, vá em frente e faça-o! Concretize seu sonho e não se importe com o que “eles” possam dizer se você sofrer uma derrota temporária. “Eles” talvez não saibam que cada Fracasso traz em si a semente de um Sucesso equivalente.

(Evandro Rodrigo Tropéia)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


FERREIRA, Aurélio B. de Hollanda. Mini Dicionário da Língua Portuguesa. 8. ed. Rio de Janeiro: Positivo, 2013.

HILL, Napoleon. Quem Pensa Enriquece. Editora Fundamento.




terça-feira, 5 de julho de 2016

PRINCÍPIO DE EQUIVALÊNCIA – CARL GUSTAV JUNG (1875-1961)


A Psicodinâmica consiste no processo de distribuição da energia psíquica e a transferência energética de uma estrutura para outra.
Para a Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, a psicodinâmica é composta por dois princípios:
·                    O Princípio de Equivalência;
·                    O Princípio de Entropia.
Neste artigo, estaremos compartilhando um pouco mais de conhecimento a respeito do Princípio de Equivalência.
Primeiramente é preciso compreender que a Psique está sempre em movimento. Ela nunca para. Assim, podemos afirmar que nunca há perda de energia e sim movimentação da mesma.
Se uma determinada quantidade de energia presente em um elemento psíquico aparentemente diminuir ou até mesmo desaparecer, na realidade o que ocorre é uma transferência, onde igual quantidade de energia aparece em outro elemento da Psique.


Partindo dessa definição, podemos analisar que, quando há uma perda de interesse de um indivíduo por um determinado objeto, isto pode significar um aumento considerável de interesse por outro objeto.

Exemplo:
Um jovem que sentia um enorme prazer em jogar futebol com os amigos, começa a tomar gosto pela leitura e se dedica aos estudos.

Segundo Jung, até no momento em que estamos cansados e dormimos, a nossa psique continua a elaboração da canalização das energias. Toda energia que foi utilizada durante o dia, através do pensamento, da emoção e da ação se transfere para os sonhos durante a noite.


Carl Gustav Jung relata também que no processo de transferência de energia de uma estrutura para outra, ainda ficam marcadas as características da primeira estrutura na segunda.
Um caso bem clássico nos remete àquela pessoa que carrega em si uma forte energia contida no Complexo de Poder e essa energia passa para o Complexo Sexual, Através disso, podemos pontuar que há nessa pessoa uma intensa necessidade de exercer o domínio na relação sexual.
É importante relembrar que, a Energia Psíquica consiste em toda energia que realiza o trabalho da personalidade. Carl Gustav Jung (1875-1961) também utilizou o termo “libido”, assim como Sigmund Freud (1856-1939), para definir esse movimento da psique.  


A grande diferença é que Jung não limitava a Libido apenas para o contexto sexual. Para ele, quando a libido se encontra em seu estado natural é apetite. Conforme a definição proposta por Jung, a Libido é direcionada aos apetites da fome, da sede, do sexo e também das emoções.


A Energia Psíquica só pode se transferir para outro elemento em termos de equivalência. É importante ressaltar que se um indivíduo é apegado a outro, tal apego só poderá ser substituído por algo que represente um valor igualmente intenso. No entanto, nem toda energia será utilizada neste novo valor, Quando isso ocorre, a energia restante se transfere para um elemento inconsciente.


Encontre seu caminho, busque sempre pelo equilíbrio.
Faça terapia!

(Evandro Rodrigo Tropéia)

Referências Bibliográficas:
 HALL, C.S; Nordby, V.J. Introdução à Psicologia Junguiana. Ed. Cultrix, SP, 2003.